quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Comissão vota relatório favorável a julgamento de Dilma

A comissão especial do impeachment no Senado iniciou a sessão para votar o relatório final do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável ao julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff. A comissão deve aprovar por ampla maioria o parecer em que Anastasia diz que Dilma deve ser julgada por ter cometido um “atentado à Constituição” e um “vale-tudo orçamentário e fiscal”. Essa é a última reunião da comissão especial, que fez a fase de análise das provas.
A comissão começou a trabalhar no final de abril. A sessão começou com atraso, à espera da chegada dos senadores. No momento, 17 senadores registraram presença. Lira abriu a reunião dizendo que todos os titulares poderão falar por cinco minutos.
Passada a fase desta reunião, se aprovado o parecer, o processo irá para o plenário do Senado. O parecer desta quinta-feira, o chamado juízo de pronúncia, deverá ser votado pelo plenário no dia 9.
Na tentativa de acabar com a queda de braço entre Judiciário e Legislativo sobre os novos passos do processo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, se reúnem ainda nesta quinta-feira, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Lewandowski já comandará a sessão do próximo dia 9. Lewandowski disse que só anunciará a data do julgamento final de Dilma no dia 9.
A data final se transformou numa queda-de-braço entre Lewandoski e o PMDB do Senado. A comissão atuou na primeira fase, da admissibilidade, e na segunda fase, essa agora do juízo de pronúncia. A primeira foi a elaboração do parecer sobre a admissibilidade. O Senado é que vota o impeachment de um presidente da República.
Ao chegar à Casa, a autorização da Câmara foi lida em plenário e, na mesma sessão, foi eleita a comissão especial do impeachment. A comissão então iniciou seus trabalhos e foi elaborado o primeiro parecer do senador Anastasia, favorável à abertura do processo de impeachment. No dia 12 de maio, o plenário do Senado aprovou o primeiro parecer de Anastasia, favorável à abertura do processo de impeachment.
No mesmo dia, a presidente Dilma foi comunicada e afastada do cargo. O prazo de afastamento é de até 180 dias. A comissão especial então começou a analisar as provas e a elaborar o parecer sobre a denúncia em si. A chamada pronúncia é encaminhada ao plenário, para uma nova votação. Aceita a pronúncia, é marcada a data do julgamento do impeachment.
O impeachment tem que ser aprovado pelo plenário do Senado por 54 votos, dos 81 senadores.
Da redação do  Cordeiro/O Globo

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Colisão entre carros deixa duas pessoas mortas em Belém do São Francisco

acidente-belem
Dois carros colidiram de frente na manhã desta quarta-feira (03), deixando saldo de duas pessoas mortas na BR-316, no município de Belém do São Francisco. Segundo as primeiras informações, um veículo modelo Fiat Strada, com placa de Itacuruba, bateu de frente com um carro modelo Fiat Siena com funcionários do Bingo Vale da Sorte, de Petrolândia.
 Naturais de Afogados da Ingazeira, os mortos estavam no Siena e ficaram presos nas ferragens. Eles foram identificados como Alfredo Marques e Caio. Os dois estavam trabalhando nos últimos dias em Petrolândia, na organização de um festival de prêmios. Não há informações sobre as causas do acidente.
Da redação do Blog Alvinho Patriota

Governo de Pernambuco decreta situação de emergência em 69 municípios do Agreste

               seca
Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (02), o decreto do Governo de Pernambuco considerando em situação de emergência um total de 69 municípios do Agreste. O governador escreveu que “fica declarada a existência de situação anormal caracterizada como ‘situação de emergência’ em razão da estiagem, por um período de 180 dias”.
Entre os municípios em situação de emergência estão: Caruaru, Belo Jardim, Altinho, Bom Conselho, Buíque, Canhotinho, Lajedo, São Bento do Una, Taquaritinga do Norte, Terezinha, Tupanatinga, Vertentes, Venturosa, Tacaimbó, Paranatama, Riacho das Almas, Santa Maria do Cambucá e São Caetano.
Da redação do Blog Alvinho Patriota

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Procurador diz que Lula foi o 'chefe de organização criminosa' para obstruir Justiça

Denúncia contra o ex-presidente, acolhida pela Justiça Federal em Brasília, assinala que 'não se pode desconsiderar que, em uma organização criminosa, o chefe sempre restará na penumbra, protegido'.

© Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula Denúncia contra o ex-presidente, acolhida pela Justiça Federal em Brasília, assinala que 'não se pode desconsiderar que, em uma organização criminosa, o chefe sempre…

Ao denunciar o ex-presidente Lula, por obstrução da Justiça, o procurador da República Ivan Cláudio Marx atribuiu ao petista papel de 'chefe de organização criminosa'.
A denúncia foi recebida pela Justiça Federal em Brasília na sexta-feira, 29. O ex-presidente tem 20 dias para apresentar sua defesa. Ele nega envolvimento no caso.
O procurador destaca que o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/Sem partido/MS) atribuiu a Lula o papel de ‘chefe da empreitada’ para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (Internacional), que fechou acordo de delação premiada.
Delcídio também fez delação premiada. Seu relato teve peso decisivo na denúncia contra Lula.
A trama, segundo a acusação, envolve o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e preso na Lava Jato desde 24 de novembro de 2015. O temor do grupo era que Cerveró pudesse incriminar Bumlai no esquema de corrupção instalado na Petrobrás.
“A narrativa de Delcídio se demonstrou clara, plausível e, ainda, corroborada pela existência das reuniões prévias que realizou com Lula antes de Bumlai passar a custear os valores destinados a comprar o silêncio de Cerveró. Ressalte-se que a existência das reuniões3 foi confirmada por Lula em seu Termo de Declarações prestado à Procuradoria-Geral da República”, diz a denúncia subscrita pelo procurador Ivan Marx.
“A compra desse silêncio buscava também preservar Bumlai por crimes cometidos no interesse do Partido dos Trabalhadores, ocorridos enquanto Lula exercia, pelo PT, o mandato de Presidente da República”, afirma o procurador.
Segundo a denúncia, com o avanço das investigações sobre ‘o esquema criminoso’, a primeira tentativa de barrar as investigações passou pela tentativa de compra do silêncio de possíveis delatores.
“Após o insucesso desse intento, ao menos ao que se sabe, restou apenas a alternativa de se tentar buscar a anulação de investigações”, prossegue a denúncia, que faz alusão a uma suposta ofensiva do ex-presidente para tentar interferir na apuração. “E, nesse aspecto, os diálogos constantes de folhas 2480-2483, apontam que, no início do ano de 2016, momento em que Cerveró já havia acordado sua colaboração premiada, Lula atuou diretamente com o objetivo de interferir no trabalho do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Ministério da Justiça, seja no âmbito da Justiça de São Paulo, seja do Supremo Tribunal Federal ou mesmo da Procuradoria-Geral da República.”
“Toda essa situação vem reforçar a confiabilidade da narrativa de Delcídio do Amaral”, diz a denúncia. “E não se pode desconsiderar que, em uma organização criminosa, o chefe sempre restará na penumbra, protegido, de modo que não há de se esperar, contra este, uma prova tal como uma ordem objetiva gravada ou mesmo uma filmagem de entrega pessoal de valores.”
Segundo o procurador, ‘o chefe da organização criminosa está sendo buscado em investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República’.
“No entanto, nesse caso específico de atos de obstrução da Justiça, o chefe foi apontado pelo colaborador Delcídio, em afirmação reforçada por elementos fáticos e, acima de tudo, pela lógica dos acontecimentos.”
Fonte msn noticias.com.br

Relatório chama ação de Dilma de 'atentado à Constituição' e pede continuidade do impeachment

                               

                      © Ueslei Marcelino / Reuters
O relator do processo de impeachmentno Senado, senador Antonio Anastasia(PSDB-MG), apresentou um relatório a favor de que a presidente afastada, Dilma Rousseff, passe pelo julgamento final no plenário da Casa.
De acordo com o calendário definido no fim de semana pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, a etapa final começaria em 29 de agosto e a expectativa é que durasse até 5 dias.
O Planalto tenta, contudo, articular uma antecipação para 25 de agosto, a fim de não comprometer a participação do presidente interino, Michel Temer, em uma reunião do G20, marcada para o início de setembro.
O presidente da comissão do impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), afirmou que senadores do PMDB irão se reunir com Lewandowski no fim da tarde desta terça feira (2) para discutir o assunto.
No texto com 441 páginas, lido nesta tarde na comissão do impeachment, Anastasia considera procedente a acusação de crime de responsabilidade pelas abertura de créditos suplementares por decretos presidenciais sem autorização do Congresso Nacional e pelas pedaladas fiscais, atrasos de repasses do Tesouro Nacional ao Banco do Brasil no Plano Safra.
Sobre os decretos, o tucano alegou que Dilma desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao contar com uma meta fiscal que ainda não havia sido aprovada pelo Congresso. "Trata-se de conduta grave, que atenta não apenas contra a responsabilidade fiscal, mas principalmente contra as prerrogativas do Congresso Nacional. Embora a política fiscal seja executada pelo Poder Executivo, ela somente se legitima pela aprovação do Poder Legislativo, que é o representante maior da sociedade brasileira", argumenta Anastasia.
Quanto às pedaladas, o relator destacou que o laudo pericial constatou ter sido uma operação de crédito.
"A gravidade dos fatos constatados não deixa dúvidas quanto à existência não de meras formalidades contábeis, mas de um autêntico “atentado à Constituição”."
Responsável pela defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo, lembrou que o Ministério Público determinou o arquivamento da investigação por entender que não houve crime de responsabilidade.
Os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentaram um voto em separado, contrário à continuidade do impeachemnt. O texto contudo, não deve ter efeitos práticos, uma vez que a tendência é que o colegiado vote com Anastasia.
Próximos passos
Em 12 de maio, o Senado aprovou, por 55 votos a 22, a admissibilidade do processo de impeachment. Começou então a "pronúncia", etapa intermediária em que os integrantes da comissão ouviram depoimentos de testemunhas e solicitaram documentos. Também nesta fase, foram entregues as alegações finais da acusação e da defesa.
O parecer do tucano deve ser apreciado na próxima quinta-feira (4) e será então submetido ao plenário principal do Senado, independentemente de ter sido aprovado ou rejeitado pelo colegiado. A previsão é de que isso aconteça na próxima terça-feira (9).
No plenário, é necessária maioria simples para que Dilma seja submetida a julgamento final. Nesta etapa, presidida pelo presidente do Supremo, são necessários 54 votos para que a petista seja afastada definitivamente.
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Mulheres rasgaram o título de eleitor em frente ao Senado, em Brasília.
Fonte msn noticias.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

UNICAMP: Inscrições começam no dia 8 de agosto

                             Vestibular
© Fornecido por Mundo VestibularVestibular
Entrar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é o sonho de muitos estudantes. A instituição é uma das principais universidades públicas do País, conta com reconhecimento internacional e oferece mais de 3,3 mil vagas em 66 cursos de graduação.
As datas do vestibular para ingresso em 2017 já foram divulgadas. As inscrições acontecem no início do segundo semestre de 2016. Os candidatos devem preencher um formulário eletrônico, optando por até dois cursos, e pagar uma taxa de inscrição.
Este processo seletivo, organizado pela Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), está entre os mais concorridos do Brasil. Veja como ele funciona e o que é preciso fazer para participar!
O calendário da Unicamp 2017
vestibular da Unicampacontece uma vez por ano e é dividido em duas fases. A primeira acontece sempre no final do segundo semestre. A segunda é realizada no início do ano seguinte, quando ocorrerá o ingresso dos estudantes.
As inscrições devem ser feitas com bastante antecedência.
Fique ligado! Se você for disputar uma vaga para o curso de Música, deve fazer as provas de Habilidades Específicas antes ainda da primeira fase.
Confira o calendário da Unicamp 2017:
-Inscrições e Pagamento da Taxa de Inscrição: 8 de agosto a 1o de setembro de 2016
-Provas de Habilidades Específicas de Música: Etapa I - 2 a 9 de setembro de 2016 e Etapa II - 9 e 10 de outubro de 2016
-Prova da primeira fase: 20 de novembro de 2016
-Provas da segunda fase: 15, 16 e 17 de janeiro de 2017
-Provas de Habilidades Específicas de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança: 23 a 26 de janeiro de 2017
-Divulgação da 1 chamada: 13 de fevereiro de 2017
-Matrícula não presencial: 14 e 15 de fevereiro de 2017
Como fazer a inscrição na Unicamp 2017
A inscrição no vestibular da Unicamp deve ser feita por meio do formulário eletrônico disponibilizado no site da Comvest. Os candidatos devem pagar ainda uma taxa de inscrição. O valor será divulgado pela Comissão. Na edição anterior do vestibular, para ingresso em 2016, o valor foi de R$ 150,00.
O período para o pedido de isenção foi de 20 de abril a 23 de maio de 2016. O benefício foi concedido a candidatos que comprovaram baixa renda, candidatos aos cursos noturnos de Licenciatura e funcionários da Unicamp/Funcamp.
Atenção! Quem obteve a isenção da taxa não está automaticamente inscrito no vestibular. Os estudantes beneficiados devem também preencher o formulário de inscrição, utilizando o código específico de candidato isento.
Como funciona o vestibular da Unicamp
O vestibular da Unicamp é dividido em duas fases. A primeira conta com uma prova objetiva sobre conhecimentos gerais. A segunda tem provas dissertativas, realizadas em três dias seguidos.
Serão eliminados do concurso os candidatos que obtiverem nota zero na prova da primeira fase. Outra informação importante: é possível complementar a pontuação na primeira fase usando a nota do Enem. Confira as regras no Manual do Candidato Unicamp, disponibilizado no site da Comvest quando abrirem as inscrições.
As provas acontecem em 26 cidades do estado de São Paulo. Na segunda fase o número de cidades diminui um pouco e alguns candidatos podem ser realocados a outros municípios para realizar a prova.
Como são as provas do vestibular da Unicamp
Primeira fase da Unicamp
A prova traz 90 questões de assinalar sobre conhecimentos gerais, com quatro alternativas cada e uma única resposta correta. Veja as disciplinas que compõem a prova e a quantidade de questões em cada uma delas:
-Língua Portuguesa e Literatura: 14 questões
-Matemática: 14 questões
-História: 10 questões
-Geografia (incluindo Filosofia e Sociologia): 10 questões
-Física: 10 questões
-Química: 10 questões
-Biologia: 10 questões
-Inglês: 8 questões
-Interdisciplinares (mais de uma disciplina): 4 questões
Cada questão respondida de forma correta vale um ponto.
Segunda fase da Unicamp
Todas as provas exigem respostas por escrito. Veja o conteúdo de cada dia da segunda fase:
-Primeiro dia: Prova de Redação (com dois textos a serem desenvolvidos) e de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (com 6 questões dissertativas).
-Segundo dia: Provas de História, Matemática e Geografia, cada uma com 6 questões dissertativas.
-Terceiro dia: Provas de Química, Física e Biologia, cada uma com 6 questões dissertativas.
Cada texto da prova de Redação vale até 24 pontos e cada questão discursiva vale até quatro pontos. A nota zero em qualquer uma das provas elimina o candidato do vestibular.
As leituras obrigatórias da Unicamp 2017
A partir de 2016, desvinculou sua lista de obras obrigatórias da Fuvest, passando a adotar uma listagem própria de livros a serem lidos para seu vestibular. A cada ano são selecionadas 12 obras de diferentes gêneros e extensões, de autores da literatura brasileira, africana e portuguesa. Algumas obras permanecem na lista mais de um ano. Outras são exclusivas de cada edição do vestibular. Veja a lista de livros da Unicamp 2017:
Poesia:
-Sonetos - Luís de Camões
-Poemas Negros - Jorge de Lima
Contos:
-Amor, do livro Laços de Família - Clarice Lispector
-A Hora e a Vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana - Guimarães Rosa
-Negrinha, do livro Negrinha - Monteiro Lobato 
Teatro:
-Lisbela e o Prisioneiro - Osman Lins
Romance: 
-O Cortiço - Aluísio Azevedo
-Coração, Cabeça e Estômago - Camilo Castelo Branco
-Caminhos Cruzados - Érico Veríssimo
-Til - José de Alencar
-Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
-Terra Sonâmbula - Mia Couto
Veja também:
Vai se inscrever no vestibular da Unicamp? Em qual curso? Conte para a gente nos comentários!

Não é justo associar o Islã ao terrorismo, diz papa Francisco



© Stefano Rellandini / Reuters
papa Francisco disse que não é "verdadeiro e nem justo" associar o Islã à violência ou ao terrorismo.
"Uma coisa é certa, em quase todas as religiões sempre existe um pequeno grupo fundamentalista. Nós também temos", afirmou.
Em declaração a jornalistas a bordo do avião papal, quando voltava da Polônia, onde participou nos últimos dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o argentino acrescentou que "o Estado que se define islâmico apresenta uma identidade de violência", que não pode ser ligada ao Islã, referindo-se ao grupo Estado Islâmico.
"Todos os dias, quando abro os jornais, vejo violência na Itália, alguém que mata a namorada, outro que mata a sogra. E são católicos batizados. Se falo de violência islâmica, também tenho de falar da violência cristã", disse. "Nem todos os islâmicos são violentos e nem todos os católicos são violentos. É como uma salada de frutas: tem de tudo dentro".
Na última semana, dois homens que diziam agir em nome do Estado Islâmicoinvadiram uma igreja na França e degolaram o padre Jacques Hamel, de 84 anos.
O Vaticano tem tomado cuidado para afastar a ideia de uma guerra religiosa e evitar novos ataques. A Santa Sé e o papa estão pedindo para os católicos se unirem a fiéis de outras religiões para combater a violência.
Religiões Unidas
Muçulmanos em várias partes da França e da Itália participaram de missas católicas no domingo (31), em um gesto de solidariedade após o assassinato do sacerdote .
O reitor da Grande Mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, que também é o presidente do Conselho Francês da Fé Muçulmana, participou de um culto pela manhã na catedral de Notre-Dame, no centro de Paris, no domingo.
Na Basílica de Saint-Denis, nos arredores de Paris, também se reuniram centenas de católicos, mas também um grande número de muçulmanos e pessoas de outras religiões que apareceram depois que as autoridades religiosas na França pediram à população para expressar solidariedade à comunidade católica.
"Estou muito satisfeito que convidamos os muçulmanos. Nós também partilhamos a sua dor, a dor de todos aqueles que sofrem, em todos os sentidos", disse Danielle Ludon, uma mulher católica que assistiam à missa, à Reuters.
"Os sentimentos expressos foram muito, muito fortes. Alguns deles foram muito comoventes", disse ela.
Entre aqueles que participaram do serviço estava uma mulher muçulmana chamada Hayat, que veio com seus filhos e marido.
"Foi basicamente uma mensagem de unidade, além de paz, foi realmente sobre a unidade", disse ela.
Imãs representando suas comunidades muçulmanas também participaram de missas em muitas cidades e vilas italianas, incluindo Santa Maria de Roma em Trastevere e Santa Maria, em Milão.
Ataques e ameaças do Estado Islâmico:

Moro impõe fiança de R$ 2,7 milhões para soltar João Santana


Ao acatar um pedido da defesa e mandar soltar nesta segunda-feira, 1, a publicitária Mônica Moura, o juiz da Lava Jato Sérgio Moro também estabeleceu como condição para estender a decisão a João Santana, marido e sócio de Mônica, o pagamento de fiança de R$ 2,7 milhões.
O juiz da Lava Jato entendeu que a defesa do publicitário deve se manifestar para solicitar a extensão dos benefícios concedidos a sua sócia, para que também deixe a prisão. O casal foi detido em fevereiro deste ano na operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato que mirou os pagamentos da Odebrecht aos marqueteiros de Lula e Dilma no exterior e no Brasil por meio do "departamento de propinas" da empreiteira e de operadores financeiras.
A defesa de Santana que já protocolou ao juiz pedindo a soltura nas mesmas condições de Mônica Moura, que terá que pagar uma fiança dez vezes maior que o marido, de R$ 28,7 milhões, e ficou proibida de participar de campanhas eleitorais no Brasil.
Fonte msn noticias.com.br

Dilma diz que vai propor em carta pública plebiscito sobre novas eleições

                        No Palácio do Alvorada, Dilma elabora sua cartada final para tentar voltar ao Planalto
                     
© Foto: Fornecido por BBC No Palácio do Alvorada, Dilma elabora sua cartada final para tentar voltar ao Planalto

A presidente afastada, Dilma Rousseff, disse à BBC Brasil que é preciso "lutar" pela realização de um plebiscito que consulte a população sobre a necessidade de uma eleição presidencial antecipada.
De dentro do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República, ela elabora sua cartada final para tentar voltar ao Palácio do Planalto, sede do governo, a cerca de 5km dali - o feito hoje parece bastante difícil de ser alcançado.
Em entrevista exclusiva concedida na sexta-feira, com participação também da BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC), ela contou que divulgará nesta semana os detalhes de sua proposta, em carta direcionada ao povo brasileiro e ao Senado.
Para tentar convencer ao menos 27 dos 81 senadores a votar contra sua cassação definitiva, Dilma vai se comprometer a apoiar a convocação de um plebiscito após seu eventual retorno ao comando do país.
"Estou defendendo um plebiscito porque quem pode falar o que eu devo fazer não é nem o Congresso, nem uma pesquisa, ou qualquer coisa. Quem pode falar é o conjunto da população brasileira que me deu 54 milhões e meio de votos", afirmou Dilma.
Presidente afastada quer convencer senadores a votar contra cassação com proposta de plebiscito
Além disso, também pretende comparecer pessoalmente para fazer sua defesa quando o caso for julgado pelo plenário do Senado, entre final de agosto e início de setembro.
"Eu quero muito ir. Depende das condições. Como o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, presidirá (o julgamento), acredito que haverá condições", afirmou.
Sua esperança é que a proposta de plebiscito sensibilize alguns senadores. Cristovam Buarque (PPS-DF), por exemplo, votou pelo afastamento da presidente, mas ainda não decidiu sua posição no julgamento. Ele tem defendido que a melhor saída para a crise seria a eleição antecipada. É a opinião também da maioria da população brasileira, segundo pesquisas recentes.
Para que a petista seja condenada, é preciso que 54 dos 81 senadores votem contra ela. O governo do presidente interino Michel Temer calcula ter cerca de 60 votos pela cassação de Dilma.

Dificuldade

A realização de um plebiscito depende de aprovação do Congresso - mesmo que Dilma consiga retornar à Presidência, não poderia convocar a consulta com uma mera canetada. Hoje parece muito difícil aprovar a proposta, já que a maioria dos parlamentares apoia Temer.
A presidente afastada reconheceu a dificuldade à BBC Brasil, mas ressaltou que é necessário apenas o apoio da maioria simples dos congressistas (metade dos presentes na sessão) para convocar um plebiscito.
No entanto, como antecipar a eleição exige uma mudança na Constituição, muitos juristas e parlamentares consideram que proposta só poderia caminhar com apoio de três quintos dos deputados e senadores (quantidade mínima de votos exigida para aprovar uma emenda constitucional).

Dilma reconhece a dificuldade de aprovar um plebiscito sobre novas eleições, mas diz que é preciso "lutar"© Fornecido por BBC Dilma reconhece a dificuldade de aprovar um plebiscito sobre novas eleições, mas diz que é preciso "lutar"
"Acredito que nós temos que lutar para viabilizar o plebiscito. Pode ser difícil passar (no Congresso), a eleição direta foi também. Nós perdemos quando nós defendemos as Diretas Já (campanha pelo voto direto em 1984) e tinha milhões de pessoas nas ruas. Perdemos num momento e ganhamos no outro", afirmou.
Questionada sobre se a antecipação da eleição poderia criar mais instabilidade política, Dilma respondeu: "Essa argumentação foi a última que a ditadura militar fazia. 'Sabe por que a gente não pode fazer eleição? Primeiro, porque causa instabilidade política; segundo, o povo não é capaz de votar e escolher devidamente; terceiro, nem sempre a maioria é lúcida'. Essas três razões nós deram 20 anos de ditadura".

'Gesto tresloucado'

Um outro caminho para antecipar as eleições seria a renúncia simultânea de Dilma e Temer. Questionada pela BBC Brasil se cogitaria propor um acordo nesse sentido, a petista disse que "seria muita ingenuidade da nossa parte (acreditar) que ele teria grandeza de renunciar".
O peemedebista de fato tem rechaçado a ideia. Ela tampouco aceita essa hipótese.
A presidente afastada voltou a dizer que o processo de impeachment é um "golpe" porque não haveria crime de responsabilidade que justifique sua cassação. Já os que a acusam dizem que ela cometeu ilegalidades na gestão das contas públicas.

Dilma diz que seria "muita ingenuidade" acreditar que Temer renunciaria© Fornecido por BBC Dilma diz que seria "muita ingenuidade" acreditar que Temer renunciaria
"Quando você tem um julgamento de um presidente sem crime de responsabilidade, nada mais oportuno do que esse presidente gentilmente sair da pauta. Não renuncio. Eu volto para o governo e faço um plebiscito. É essa a proposta. Não tem hipótese de eu fazer esse gesto tresloucado: renunciar", afirmou.
"Eu acho que eu vou ser conhecida também como a primeira (presidente) mulher que, apesar de tudo, não deu um tiro no peito, e também não renunciei", reforçou, afastando a sombra de Getúlio Vargas, presidente que se matou em 1954 com um tiro no peito, após forte pressão para que deixasse o governo.

Nova rotina

Afastada do comando do país, Dilma tem se dividido entre compromissos no Alvorada, visitas à família em Porto Alegre e viagens pelo país custeadas por uma "vaquinha" que já arrecadou quase R$ 800 mil na internet.
Sua agenda inclui encontros com movimentos sociais, parlamentares e muitas entrevistas - no dia anterior, quinta-feira, havia recebido a imprensa japonesa.
Na conversa com a BBC Brasil, na ampla biblioteca do Alvorada, disse que pouca coisa mudou na sua vida pessoal - o tempo livre segue raro, segundo ela, e se divide entre musculação, bicicleta, livros e filmes.
A principal novidade na agenda de compromissos, contou, é o aumento do contato mais direto com as pessoas.

Dilma tem se dividido entre compromissos no Alvorada, visitas à família e viagens pelo país© Fornecido por BBC Dilma tem se dividido entre compromissos no Alvorada, visitas à família e viagens pelo país
"Hoje a atividade é diferente, eu não tenho atividade de gestão, mas eu tenho atividade de conversa, persuasão, discussão, avaliação, e de receber pessoas. Essa atividade exige uma presença minha extremamente direta e pessoal. Não tem eu ser representada, que na atividade presidencial tem. Tem um contato direto com as pessoas que tem sido muito bom", notou.
Uma das companhias constantes no Alvorada tem sido a da equipe da cineasta Anna Muylaert, que grava um documentário sobre o afastamento de Dilma - eles acompanharam a entrevista à BBC Brasil.
Outra visita frequente é a do seu advogado, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Na última sexta-feira, uma bicicleta verde em estilo retrô, que Dilma emprestou para ele se locomover de um hotel próximo, onde está morando, até o palácio, estava estacionada na garagem do Alvorada ao lado de outras duas da presidente, com um capacete pendurado na cestinha.
Apesar de a rotina seguir "intensa", na sexta-feira, a agenda estava mais tranquila - após conceder entrevista por uma hora à BBC Brasil, Dilma ficou mais 30 minutos conversando com a equipe de reportagem.
Contou que aprendeu a dançar tango com colegas de prisão durante a ditadura militar, mas que hoje gosta mais de ouvir Bach. Disse também que aprecia uma taça de vinho, pois os efeitos da quimioterapia que fez para tratar um câncer já não lhe permitem beber muito mais que isso.
E disse não ver "oposição" entre vida política e privada. "Elas se inter-relacionam. O que é a vida política pra'ocê? É a vida em que você se coloca perante os outros, em que você não está olhando só o seu interesse".

Autocrítica

Sobre as denúncias de corrupção envolvendo o seu partido, a presidente afastada disse que o PT havia sido "contaminado pela política tradicional" e precisava "fazer uma autocrítica".
No entanto, ao ser questionada sobre ela própria poder se eximir de responsabilidades pelo fato de o esquema de corrupção ter ocorrido enquanto exercia a Presidência, repetiu a resposta que havia dado em entrevista à BBC em maio, dias antes de ser afastada - fez novamente um paralelo entre o esquema de corrupção da Petrobras e a crise financeira que estourou em 2008 nos Estados Unidos.
"O maior processo de corrupção recente no mundo foi o estouro da bolha financeira. Nada envolveu mais dinheiro, mais malfeito e processos irregulares de controle. (...) Não é algo trivial descobrir a corrupção. (...) A característica principal da corrupção é agir às escuras, escondendo suas práticas corruptas, é esconder e criar toda uma cumplicidade e não deixar traços."

Presidente afastada diz que ela e Lula fortaleceram instituições de combate à corrupção© Fornecido por BBC Presidente afastada diz que ela e Lula fortaleceram instituições de combate à corrupção
A presidente afastada voltou a dizer que ela e seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investiram e fortaleceram as instituições de combate à corrupção. Afirmou também que não se pode "demonizar o PT".
"Este é um processo necessário ao Brasil. Uma sociedade tem de se fortalecer para combater a corrupção. O que não é correto é transformar uma luta contra a corrupção numa luta político-ideológica, como se o que ocorre no Brasil seja integral responsabilidade do Partido dos Trabalhadores".
No momento em que os olhos do mundo se voltam para a Olimpíada do Rio de Janeiro, Dilma disse que sua ausência na abertura do evento não é um "mau sinal" para a comunidade internacional.
"Eu acredito que os chefes de Estado, de governo, as delegações (são) pessoas sensíveis e inteligentes que vão entender claramente que eu participar da Olimpíada, tendo como a pessoa que preside a Olimpíada o vice-presidente que deu um golpe no meu governo, eu ficar disputando quem é que é a autoridade dentro do Maracanã é que daria um mau sinal", disse.
"E um mau sinal para mim também. Tenho clareza de que meu lugar era na tribuna de honra, não só por ser presidenta, porque nisso quem trabalhou fui eu. Então, por direito e também por trabalho, era lá que eu tinha de estar", acrescentou.
Fonte msn noticias.com.br