© EVARISTO SA via Getty Images
Passado despercebido nos protestos de ontem (4), os quais escolheram o presidente do Senado Renan Calheiros e a Câmara dos Deputados como principais alvos, o presidente Michel Temer e sua equipe sabem que o Planalto poderá ser tema de atos futuros. Além da economia não ter mostrado melhora e de partidos apostarem em uma "tempestade perfeita" contra Temer, o presidente se prepara para a delação de mais de 70 pessoas ligadas à Odebrecht. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, além do próprio presidente, a delação deverá citar ao menos mais sete ministros de seu governo.
Temer, inclusive, já sabe os nomes que devem aparecer na delação, afirmou o jornal. Mas ele não deve afasta-los antes da homologação dos acordos. O presidente deve agir igual em casos semelhantes: aguardar a bomba estourar para o lado do ministro, e depois descarta-lo. O problema desta estratégia é tornar seu governo mais insustentável e enfurecer as ruas, que já se mostraram impiedosas com os últimos escândalos de corrupção. Ontem o Planalto divulgou uma nota na qual informou que os poderes devem ficar "atentos às reivindicações da população brasileira". A nota também elogiou a manifestação pacífica. “A força e a vitalidade de nossa democracia foram demonstradas mais uma vez, neste domingo, nas manifestações ocorridas em diversas cidades do país."
"Milhares de cidadãos expressaram suas ideias de forma pacífica e ordeira. Esse comportamento exemplar demonstra o respeito cívico que fortalece ainda mais nossas instituições. É preciso que os Poderes da República estejam sempre atentos às reivindicações da população brasileira."
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RIO DE JANEIRO
Manifestante vestido de Batman leva cartaz em apoio ao juiz federal Sergio Moro em Copacabana, Rio de Janeiro
Fonte HuffPost Brasil
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