É
possível estabelecer se uma criança será bem sucedida ou capaz de fazer
boas escolhas no futuro? Dois estudos lançados no 6° Simpósio
Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, feito no Recife
nesta semana, reuniram informações de mais de 150 estudos científicos,
leis e pesquisas para demonstrar que, apesar de não serem fatores
únicos, vínculos familiares e ambientes saudáveis são essenciais ainda
na primeira infância – que vai até 6 anos – para desenvolver
características cerebrais presentes em adultos autônomos e com mais
qualidade de vida.
Os estudos Importância dos Vínculos Familiares na Primeira Infância e Funções Executivas e Desenvolvimento da Primeira Infância
foram desenvolvidos pelo grupo de especialistas que compõe o Núcleo
Ciência pela Infância, organismo formado por várias instituições, entre
universidades, organizações da sociedade civil e órgãos de pesquisa.
Ambos fazem uma compilação de referências bibliográficas para trazer
informações científicas, de forma acessível, aos gestores públicos e à
sociedade em geral, para explicar como essa fase da vida é importante e
como o Estado pode agir por meio de políticas públicas para garantir o
pleno desenvolvimento do potencial dessa novíssima geração.
Os
pesquisadores explicam que as funções cerebrais responsáveis por muitas
habilidades necessárias na vida são geradas na primeira infância com as
funções executivas, um conjunto de três dimensões composto por memória
de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva. “O que ajuda
a entender é a analogia com o controlador do tráfego aéreo.
O nosso
funcionamento executivo faz essa função. Ele organiza os aviões que
estão chegando, os aviões que estão saindo, só que no nosso caso os
aviões são as tarefas, os planejamentos que a gente faz no nosso
dia-a-dia”, explica Joana Costa, pesquisadora do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA).
Fonte: Agência Brasil
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