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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Caso Beatriz: Decretada prisão de funcionário que apagou imagens da câmera de segurança da escola


O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou nesta quarta-feira (12), a prisão preventiva de um funcionário da escola em que a menina Beatriz Angélica foi assassinada com 42 facadas, em dezembro de 2015, na cidade de Petrolina, Sertão do Estado. Alison Henrique teria apagado as imagens do circuito interno da câmera de segurança da instituição de ensino.

Familiares e amigos de Beatriz realizaram protesto pela manhã no Recife, em frente ao TJPE, e aguardavam a decisão da justiça sobre a prisão de Alison, que tinha sido solicitada pela atual delegada Polyana Neri, em julho deste ano, mas negada no mesmo mês, pela desembargadora Elayne Brandão. 

Em sessão do pleno do TJPE, o recurso impetrado pelo MPPE contra a negativa da prisão do funcionário foi acatado e a prisão, decretada, pelo desembargador Cláudio Nogueira, presidente da sessão.

Os familiares e amigos de Beatriz comemoraram a decisão. A mãe de Beatriz, Lúcia Mota, após a decisão passou mal e foi encaminhada ao posto médico do TJPE e, em seguida, encaminhada a um hospital particular do Recife.

Durante o protesto, o pai da menina Beatriz, Sandro Romilton, questionava o por quê das imagens terem sido apagadas, dias depois da ocorrência do crime. 

De acordo com ele, mesmo com o pedido da polícia das imagens e para que ninguém tivesse acesso às dependências da escola, o funcionário responsável pelo sistema de segurança entrou e apagou as imagens.

“Temos imagens do momento em que o funcionário da escola responsável pelo setor de monitoramento das câmeras apaga as imagens, que eram reveladoras, que mostravam o suposto criminoso de ter cometido o crime com Beatriz. 

As imagens foram apagadas vinte dias depois do ocorrido. Questionamos então: quem deu essa ordem para apagar as imagens?“, afirmou o pai de Beatriz.

Ainda de acordo com o pai da menina assassinada, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público têm conhecimento do fato, inclusive o próprio MPPE solicitou que outras empresas de segurança, que trabalham com recuperação de imagens, comprovassem a veracidade da ação desse funcionário. “Não somos irresponsáveis de apontá-lo como o autor do crime, mas ele contribuiu para que o assassino não fosse descoberto“, completa Sandro. Alisson teria recebido um valor de R$ 40 mil para apagar as imagens, de acordo com os pais da menina assassinada.

O crime segue sem solução e tampouco há uma linha de investigação do caso. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, a delegada Polyana Neri ficará exclusivamente à frente das investigações do ‘Caso Beatriz’. O inquérito conta atualmente com 19 volumes e mais de 4 mil páginas e está sob a responsabilidade do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Fonte  Didi Galvão

domingo, 2 de dezembro de 2018

Caso Beatriz: famoso médico legista se oferece para ajudar na investigação


Prestes a completar três anos, no próximo dia 10 de dezembro, o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em Petrolina, no Sertão, não teve solução da Polícia Civil de Pernambuco. Nem duas forças-tarefas do Ministério Público ajudaram a descobrir o autor e a motivação do crime bárbaro. 

Nesta sexta-feira (30), o médico legista George Sanguinetti, famoso nacionalmente por investigar mortes como a de Paulo César Farias (PC Farias). usou as redes sociais para criticar o trabalho da polícia pernambucana. “3 anos de impunidade. A cidade abriga um matador de criança. 

A polícia mostrou fragilidade na condução das investigações”, afirmou. Sanguinetti também ofereceu para contribuir com as investigações. Confira a postagem:
HISTÓRICO
O corpo de Beatriz Motta foi encontrado com várias lesões provocadas por faca dentro de uma sala isolada no colégio particular onde ela estudava, em 10 de dezembro de 2015. 

Acontecia uma festa de formatura e a instituição estava bastante movimentada, mas nenhuma testemunha disse ter visto o crime. Segundo as investigações, com base em depoimentos de testemunhas, o suspeito teria tentado se aproximar de outras duas crianças antes de chegar até Beatriz.

Em outubro de 2017, a Polícia Militar prendeu um homem suspeito de um homicídio e chegou a afirmar que ele apresentava semelhanças físicas com o suspeito de matar a menina em Petrolina. A Polícia Científica colheu material genético dele para exames.

 Mas, como mostrou o Ronda JC juntamento com o Blog O Povo com a Notícia, o homem não poderia ter praticado o crime pois naquele 10 de dezembro de 2015 ele estava preso por tráfico de drogas na Cadeia Pública de Santa Maria da Boa Vista.

 A prisão aconteceu oito dias antes do homicídio e ele só teve o relaxamento autorizado pela Justiça em maio do ano seguinte.
Fonte  Ronda Jc

terça-feira, 21 de março de 2017

Caso Beatriz: Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco reforça apoio à investigação

O procurador-geral de Justiça Francisco Dirceu Barros reforçou todo o empenho do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nas investigações sobre o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, 7 anos, morta em dezembro de 2015, na escola em que estudava, em Petrolina, no Sertão de São Francisco. Francisco Dirceu se reuniu com os pais de Beatriz, Lucinha Mota e Sandro Romilton, acompanhado dos promotores de Justiça que formam a força-tarefa do MPPE nas investigações.


Francisco Dirceu ouviu dos promotores detalhes sobre o caso, que teve o que o Ministério Público considera uma evolução nos últimos tempos, culminando com a divulgação, por parte da Polícia Civil, das imagens de um homem considerado o principal suspeito do crime, que chocou o País. Além disso, o procurador-geral de Justiça também explicou aos pais de Beatriz o esforço do MPPE em solucionar o caso.


“Atuei como promotor criminal por 17 anos, mas não posso mensurar a dor que vocês estão sentindo. O que posso dizer é que o Ministério Público de Pernambuco não está medindo esforços para que cheguemos a uma solução positiva do caso, que é com o culpado na cadeia e condenado pelo crime”, afirmou Francisco Dirceu.


A promotora coordenadora do grupo de trabalho, Rosane Cavalcanti destacou que a investigação está em uma fase muito importante da investigação. “Continuaremos a trabalhar porque ainda não chegamos ao nosso objetivo, que é a prisão e condenação do suspeito”, destacou.