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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Papa Francisco diz que será muito sincero em encontro com Trump


  © FRANCISCO LEONG Papa Francisco canoniza crianças de Fátima em Portugal
O Papa Francisco afirmou neste sábado que será “muito sincero” ao conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no encontro programado entre os dois no próximo dia 24 de maio, no Vaticano. Será a primeira vez que eles irão se reunir. A afirmação foi dada ao se referir às diferenças de posições em temas como imigração, refugiados e mudanças climáticas.
O Papa Francisco disse ainda que vai deixar Trump expor as suas posições e seus argumentos antes de, eventualmente, fazer qualquer julgamento sobre o empresário e agora político americano. “Mesmo quando alguém pensa diferente, nós temos que ser muito sinceros em relação ao que cada um pensa a respeito de um assunto”, disse o pontífice.

No ano passado, questionado sobre as propostas do então candidato Trump sobre imigração e a promessa de erguer um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México para barrar a entrada de imigrantes do país vizinho, o Papa Francisco disse que uma pessoa com tais ideais não era um cristão.
Ainda assim, o chefe da Igreja Católica disse que vai procurar formar consensos com Trump. “Sempre existem portas que não estão fechadas. Nós temos que encontrar as portas que estão parcialmente abertas, entrar e conversarmos sobre coisas que temos em comum. E ir adiante, passo a passo”, disse o Papa Francisco sobre o que pretende fazer.
(Com a Reuters)
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domingo, 30 de abril de 2017

Papa Francisco causa dano à igreja, diz cardeal dos EUA


© REUTERS/Remo Casilli 'Há crescentes confusão e divisão entre as conferências de bispos, bispos individualmente, padres e os fiéis laicos', afirma Raymond Burke
Para o maior adversário do papa Francisco dentro da Igreja Católica, a recusa do pontífice em esclarecer pontos de seu controverso documento sobre o casamento está causando "um grande dano" à milenar instituição.
"Há crescentes confusão e divisão" entre os membros da igreja, laicos ou não, afirma o cardeal americano Raymond Burke, 67.
Principal antípoda conservador do papa argentino, ele ganhou notoriedade ao liderar o questionamento do documento "Amoris Laetitia" ("Alegria do Amor", em latim), publicado em 2016.
Sem resposta, Burke e três colegas tornaram públicas as "dubia" (dúvidas em latim) enviadas ao papa sobre pontos como a possibilidade de divorciados morando com companheiros comungarem. Explicitaram o racha na maior igreja cristã do mundo, com 1,285 bilhão de fiéis.
A controvérsia é apenas a mais pública envolvendo Burke. Ele não comentou sua relação com o estrategista-chefe do presidente americano Donald Trump, Stephen Bannon, sobre a qual há especulações que vão de coincidência de visão de mundo a uma conspiração contra o papa. Recentemente, disse não se lembrar de Bannon.
PERGUNTA - O sr. ainda acha que o papa deveria responder às "dubia"? Qual o problema que a falta de resposta causou?
RAYMOND BURKE - Sim, eu acho que é essencial que o Santo Padre responda a essas questões, que dizem respeito aos ensinamentos fundamentais da igreja acerca do casamento, da família e da lei moral. É evidente que um grande dano já foi causado pela sua falha em responder. Há crescentes confusão e divisão entre as conferências de bispos, bispos individualmente, padres e os fiéis laicos.
P - O que levou o sr. e os outros três cardeais a tornarem as "dubia" públicas?
RB - As "dubia" foram propostas ao Santo Padre e também copiadas para a Congregação da Doutrina da Fé, que lida com as questões doutrinárias importantes. A resposta da congregação foi a de que não deveria haver resposta.Por isso, como vários fiéis estavam confusos, nós quatro julgamos necessário informá-los de que havíamos feito essas questões e que esperávamos resposta.
P - Há críticos que dizem que o sr. e os coautores das "dubia" cometeram uma ofensa ao torná-las públicas. O monsenhor italiano Pio Vito Pinto, autoridade judicial do Vaticano, disse que o sr. deveria ser punido. O sr. teme alguma represália?
RB - O que nós fizemos foi um método clássico na igreja para receber, da mais alta autoridade pastoral, orientação sobre importantes questões. Então, não havia nada desrespeitoso no que fizemos. Na verdade, foi um sinal de respeito extremo, pois procuramos o Santo Padre para responder.
Nós temos nosso dever como cardeais, então não vamos perder tempo imaginando se haverá represálias. E certamente o que nós fizemos não foi nenhum pecado ou ato criminal que merecesse punição.
P - Sobre a controvérsia da Ordem de Malta, o sr. apoiou a demissão do oficial Albrecht von Boeslager em encontro com o grão-mestre em dezembro passado? Se sim, o sr. consultou o Vaticano sobre isso?
RB - Durante o encontro, eu simplesmente insisti que aqueles investidos de autoridade, que eram responsáveis pela escandalosamente grave prática de distribuir contraceptivos, deveriam ser responsabilizados.
O ato do grão-mestre de pedir a demissão de Von Boeselager foi baseado em um relatório formal de uma comissão de inquérito, que fez uma longa investigação.
ublicou seus achados no fim de janeiro de 2016. Ninguém contestou publicamente esse relatório, no qual a gravidade da prática imoral é bem clara, assim como é bem claro quem eram os responsáveis. Assim, como consultor espiritual da ordem, eu insisti para que a ação apropriada fosse tomada.
P - Alguns observadores notam a resistência dos tradicionalistas na igreja a alguns pontos defendidos pelo papa Francisco. Quais são as preocupações desses tradicionalistas?
RB - Eu diria simplesmente que é preciso fazer distinção entre as posições que o Santo Padre assume como pastor supremo da igreja, e portanto participante do magistério que nós aceitamos e seguimos, e as posições do homem que é o papa, mas que ele não assume em virtude de seu ofício.
Assim, o Santo Padre pode ter uma série de opiniões acerca dos mais variados assuntos que não entram no magistério de forma alguma. Eu acho que há uma tendência de confundir esses dois tipos de declarações, devido ao fato de que nós não estávamos acostumados com um papa que expressasse suas opiniões tão frequentemente e em tão variadas mídias.
P - Em sua opinião, qual deve ser a posição católica em relação aos protestantes e às comunidades não católicas?
RB - Entre as várias comunidades eclesiais que professam a fé cristã, nós buscamos estar em diálogo na esperança de que cada vez mais a plenitude que Cristo queria para sua igreja seja reconhecido e encontrada na Igreja Católica.
Sobre os não cristãos, é uma questão de testemunhar que Cristo é o único salvador do mundo. Então, a igreja quer estar em comunicação com as pessoas de boa vontade, mas sempre fundada na honestidade acerca do que nós acreditamos.
P - Qual é sua visão para a Igreja Católica no século 21, com todas as divisões e discordâncias sobre o caminho a tomar?
RB - O santo João Paulo 2º escreveu em sua carta apostólica na conclusão do Ano do Jubileu (2000) que Jesus Cristo está vivo na igreja. Ele vem a nós por meio da tradição apostólica ininterrupta.
Assim, minha esperança para o futuro é simplesmente num ensinamento mais coerente, mais efetivo, das verdades da fé que Cristo nos deu. Uma vida de oração e de liturgia que nos faça mais e mais visíveis aos atos de Cristo na igreja, especialmente por meio dos sacramentos.
Daí, é claro, que os católicos tenham maior coerência com sua fé na vida cotidiana. No caso do Brasil, eu gostaria de enfatizar particularmente a renovação da catequese, da sagrada liturgia. Com informações da Folhapress.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Papa Francisco amplia poder de perdoar aborto a todos os padres

Francisco, cujo papado tem se caracterizado pelo esforço de tornar a Igreja Católica mais inclusiva e complacente, fez o anúncio em um documento conhecido como "carta apostólica".

© Foto: Tony Gentile/Reuters Francisco, cujo papado tem se caracterizado pelo esforço de tornar a Igreja Católica mais inclusiva e complacente, fez o anúncio em um documento conhecido como "carta apostólica".
O papa Francisco ampliou nesta segunda-feira o poder de perdoar abortos a todos os padres católicos indefinidamente, expandindo um direito anteriormente reservado a bispos ou confessores especiais.
Francisco, cujo papado tem se caracterizado pelo esforço de tornar a Igreja Católica mais inclusiva e complacente, fez o anúncio em um documento conhecido como "carta apostólica" após o encerramento do "Ano Sagrado da Misericórdia" da igreja, no domingo.
O pontífice disse querer "reafirmar com a maior firmeza possível que o aborto é um pecado grave, já que põe fim a uma vida inocente", mas que "não há pecado que a misericórdia divina não possa alcançar e sanar quando encontra um coração arrependido que busca se reconciliar (com Deus)".
O papa já havia concedido temporariamente a todos os padres o poder do que é conhecido como "absolvição sacramental" ao aborto durante o Ano Sagrado, que durou de 8 de dezembro passado a 20 de novembro, mas o tom solene de suas palavras na carta desta segunda-feira deu a entender que a mudança irá durar no mínimo até o final de seu papado.
"Doravante, concedo a todos os padres, em virtude de seu ministério, a faculdade de absolver aqueles que cometeram o pecado de procurar abortos. A provisão que fiz a este respeito, limitada à duração do Ano Sagrado Extraordinário, é agora ampliada", disse.
Segundo os ensinamentos católicos, o aborto é um pecado tão sério que aqueles que o procuram ou realizam incorrem em excomunhão automática até que o pecado seja absolvido em confissão.
Anteriormente só um bispo ou confessor especial designado em uma diocese podia conceder absolvição por um aborto.
Embora os bispos de algumas dioceses de países desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, já tivessem delegado essa autoridade a padres nas paróquias, a velha prática ainda vigorava na maior parte do mundo.
Em um documento do ano passado, Francisco descreveu a "provação existencial e moral" enfrentada pelas mulheres que encerraram uma gravidez e disse que "conheceu muitas mulheres que levam em seu coração a chaga desta decisão excruciante e dolorosa".
Fonte msn noticias