Mostrando postagens com marcador do Sistema Solar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador do Sistema Solar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Estrela mais próxima do Sistema Solar tem seis bilhões de anos

Imagem do planeta Próxima b orbitando a estrela Próxima Centauri, a mais próxima do Sistema Solar, divulgada pelo Observatório Europeu Austral, em 24 de agosto de 2016
© Fornecido por AFP Imagem do planeta Próxima b orbitando 
a estrela Próxima Centauri, a mais próxima do Sistema Solar,
 divulgada pelo Observatório Europeu Austral, em 24 de agosto de 2016

Astrônomos franceses conseguiram calcular que Próxima Centauri, a estrela mais próxima do Sistema Solar, tem seis bilhões de anos e que sua órbita dura mais de 500.000 anos, segundo um comunicado difundido nesta quinta-feira pelo Departamento de Astronomia da Universidade do Chile.
Graças ao espectrógrafo HARPS, instalado no telescópio do observatório La Silla, no norte do Chile, os pesquisadores conseguiram estabelecer que Próxima Centauri faz parte do sistema Alfa Centauri, junto com outras duas estrelas, um dado-chave para estimar sua idade.
"Quando se demonstra que é um só sistema de três estrelas, isto significa que as três têm a mesma idade", contou à AFP Pierre Kervella, líder do grupo de astrônomos e pesquisador da Unidade Mista Internacional Franco-Chilena de Astronomia.
As observações também permitiram estabelecer que "o período da órbita de Próxima Centauri é de mais de 500.000 anos, aproximadamente", explicou Kervella. "É uma órbita muito grande".
Próxima Centauri é uma estrela muito conhecida pela comunidade de astrônomos, que a estuda há cem anos, mas é difícil vê-la a olho nu porque tem uma luminosidade muito frágil, cerca de 700 vezes menos brilhante que a do Sol.
A informação sobre esta estrela também tem implicações revelantes para a compreensão científica sobre Próxima b, um pequeno exoplaneta que orbita Próxima Centauri descoberto em agosto passado e cujas primeiras observações permitem inferir presença de água em estado líquido em sua superfície, um elemento necessário para a vida.
"Conseguimos determinar que Próxima b é um bilhão de anos mais velho que a Terra, o que pode ter consequências para o desenvolvimento de uma forma de vida, além de que sua massa é 30% mais pesada e maior que o nosso planeta", acrescentou Kervella.
Desde 1995, os cientistas descobriram milhares de exoplanetas (planetas situados fora do nosso sistema solar), dezenas dos quais parecem potencialmente habitáveis. No entanto, estão muito longe para ser visitados por uma expedição tripulada.
Fonte AFP

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Astrofotografia: como são tiradas algumas das imagens mais deslumbrantes do Sistema Solar

Equipe da Nasa/Goddard/SOD AIA O Sol O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa faz imagens como esta - com luz ultravioleta - em que a nossa estrela mais próxima parece uma joia. 1
A astrofotografia é um tipo especializado de fotografia que registra imagens de corpos celestes e grandes áreas do céu noturno. Nos últimos anos, os avanços nessa área foram imensos e agora não são apenas os cientistas que podem fazer imagens incríveis de nebulosas a milhares de anos-luz de distância: amadores também se aventuram, mesmo com equipamento não muito sofisticado.
Imagem HDF do Hubble
© NASA Imagem HDF do Hubble

Ultimamente, as imagens que mais têm surpreendido vêm da vizinhança do nosso planeta, da extraordinária esquina do Universo em que estamos.
Desde as montanhas geladas na fronteira do Sistema Solar, às erupções solares maiores do que a Terra, para onde quer que olhemos, há uma surpresa.
Foto noturna da Europa vista do espaço
© Nasa Foto noturna da Europa vista do espaço
Imagem da aurora em Saturno feita em janeiro de 2004
© ESA/Nasa/Hubble Imagem da aurora em Saturno feita em janeiro de 2004

A primeira fotografia de um corpo celeste (a Lua) foi tirada em 1840, mas somente no final do século 19 a tecnologia permitiu a fotografia estelar detalhada.
Além de gravar os detalhes de corpos extensos, como a Lua, o Sol e os planetas, a astrofotografia tem a capacidade de mostrar objetos invisíveis ao olho humano, como nebulosas e galáxias.
A astrofotografia teve um papel importante no início dos estudos do céu e da classificação das estrelas mas, com o tempo, deu lugar a equipamentos mais sofisticados e técnicas especialmente concebidas para a investigação científica.
Atualmente, a astrofotografia é parte da astronomia amadora, e normalmente é utilizada para gravar imagens que não têm como finalidade única a pesquisa científica.
Jatos de água na superfície da lua Encélado de Saturno
© NASA/JPL Jatos de água na superfície da lua Encélado de Saturno

Nasa Foto noturna da Europa vista do espaço Imagens como esta já não surpreendem tanto, mas até o lançamento das missões Apollo, não tinha sido possível ver a Terra inteira do espaço. Acima, a Europa iluminada à noite, em foto feita da Estação Espacial Internacional, em janeiro de 2016. 1
Nasa/JPL Terra vista de muito longe Uma foto escura, em que não se vê nada? Olhe novamente com atenção. O minúsculo pontinho claro é a Terra, a seis bilhões de quilômetros, onde estava a sonda Voyager em 1990. A faixa mais clara sobre o fundo escuro é um raio de luz dispersada. 1
ESA/Nasa/Hubble Imagem da aurora em Saturno feita em janeiro de 2004 As auroras de Saturno são parecidas com as terrestres e se elevam a mais de 1,6 milhão de quilômetros acima das nuvens dos pólos do planeta. Partículas carregadas se concentram nos pólos e produzem cor ao interagir com a atmosfera. 1
Curiosity
© NASA Curiosity

NASA/JPL Jatos de água na superfície da lua Encélado de Saturno Em 2016, o telescópio Hubble registrou água jorrando na superfície de Encélado, a lua de Saturno. Os cientistas dizem que existe um extenso oceano sob a superfície de Encélado, considerado um dos locais mais promissores para a existência de vida fora do Sistema Solar. 1
A tecnologia das câmeras e a nossa capacidade de instalá-las em novos locais são fundamentais para conseguir imagens tão incríveis.

Mais alto

NASA Foto tirada pela Apollo 8 Em 1968, os astronautas da Apollo 8 fizeram a primeira foto do nosso planeta visto da Lua. O registro foi batizado de "Nascer da Terra". 1
Ver a Terra como um frágil globo azul e branco flutuando no espaço já não surpreende.
Mas foi só depois do lançamento das missões Apollo, nos anos 1960, que a humanidade viu uma foto completa do seu planeta.
Foram os astronautas da Apollo 8 que fizeram o flagrante acima, batizado de o "Nascer da Terra", feito enquanto orbitavam a Lua.

Mais longe

NASA Sonda New Horizons, em foto artística da Nasa A sonda New Horizons mandou este ano informações que mostraram que Plutão é mais do que um mundo frio e escuro. 1
Costumávamos pensar que Plutão era um mundo frio, escuro e enfadonho. Mas em 2016, a sonda New Horizons mostrou que estávamos errados.
Esta sonda e outras parecidas permitiram que víssemos, pela primeira vez, os locais mais distantes do Sistema Solar.
Foto tirada pela Apollo 8
© NASA Foto tirada pela Apollo 8

E o que vimos nos deixou sem fôlego.
A New Horizons mostrou que Plutão é um mundo fascinante de montanhas e vales gelados, e que sua atmosfera é azul como a da Terra.

Mais claro

Terra vista de muito longe
© Nasa/JPL Terra vista de muito longe

NASA Imagem HDF do Hubble O telescópio Hubble fez esta imagem, batizada de HDF, que pela primeira vez mostrou que o espaço profundo é rico em galáxias e nebulosas, que estão a uma distância de dezenas a milhões de anos-luz. 1
Possivelmente mais do que qualquer telescópio da história recente, o Hubble transformou a compreensão do nosso lugar no Universo.
Sonda New Horizons, em foto artística da Nasa
© NASA Sonda New Horizons, em foto artística da Nasa
O Sol
© Equipe da Nasa/Goddard/SOD AIA O Sol

Com ele, os astrônomos capturaram o Hubble Deep Field (HDF, na sigla em inglês) ou Campo Profundo do Hubble.
Rochas marcianas
© NASA Rochas marcianas

A imagem icônica acima revelou que o espaço profundo está repleto de galáxias.
O Hubble também captou imagens dentro dos confins do nosso Sistema Solar.

Mais inteligente

NASA Curiosity O veículo Curiosity tem revelado detalhes nunca vistos antes da superfície de Marte. 1
O veículo Curiosity da Nasa revelou a superfície de Marte como nunca se vira antes.
Graças a isso, os cientistas puderam avaliar a chance de haver água na forma líquida - e até vida - na superfície marciana.
Mas o Curiosity não mandou apenas fotografias impressionantes da geografia do Planeta Vermelho.
NASA Rochas marcianas O Curiosity fez registros de rochas marcianas com formatos intrigantes, que os cientistas atribuem a erosão. 1
A imagem acima mostra o solo marciano. Este registro permite que os cientistas estudem a composição do planeta.
Fonte