André Braz, economista do Ibre/FGV, destaca que o resultado de setembro veio um pouco acima do esperado pelo instituto, 0,48%, quase 0,1 ponto percentual a mais. “(O resultado) não mostra exatamente uma piora absurda do cenário, principalmente em torno de preços na alimentação, que chamou muita atenção”, explicou Braz.
Se havia alguma janela para reajustes de preços administrados como o da gasolina, pondera o economista, esta janela está menor agora. Ele aponta que a gasolina compromete 4% do orçamento familiar e que cada um ponto porcentual de ajuste causa um impacto de 0,04 p.p. no IPCA. Se a gasolina sofrer um reajuste de 3%, causará um impacto de 0,12 p.p. no IPCA.
“Então, este resultado (do IPCA em setembro) não foi maravilhoso”, destaca Braz, que lembrou ainda que a aceleração dos preços no segmento de serviços continua forte, um pouco como um reflexo do mercado de trabalho, o que acaba reduzindo a margem para reajustes de preços administrados.
O Ibre, no entanto, de acordo com Braz, não espera alta semelhante no IPCA de outubro, que deve ficar entre 0,40% e 0,45%, o que significaria uma trajetória oposta ao que foi registrado em setembro e outubro de 2013, que tiveram alta de 0,35% e 0,57%, respectivamente. “Neste ano, parece que teremos a inversão disso.”
Fonte: Jornal do Brasil
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