A
taxa de juros cobrada pela Caixa Econômica Federal no crédito
imobiliário para pessoa física e jurídica será reduzida. O banco
anunciou nesta terça-feira (8) a diminuição da cota mínima de
financiamento dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
(SBPE).
A medida repassa ao
consumidor, que financiar imóveis novos ou usados, a queda de 0,25 ponto
percentual da Selic (taxa básica de juros).
Salário
Clientes que adquirirem
imóveis novos ou na planta, cuja construção tenha sido financiada pela
Caixa, e fizerem a opção de receber o salário pelo banco, terão taxas de
juros especiais, iguais às oferecidas aos servidores públicos.
As taxas de juros
passariam, nesse caso, de 11,22% a.a para 9,75% a.a, no caso de imóveis
dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 12,5% a.a para
10,75% a.a, para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento
Imobiliário (SFI).
As medidas são reflexo
da diminuição da taxa Selic, anunciada recentemente pelo Banco Central. O
objetivo é contribuir para o crescimento das vendas de imóveis novos de
construtoras parceiras e atrair novos clientes para a instituição.
Em 2016, a Caixa já
disponibilizou R$ 93 bilhões para o crédito habitacional e já aplicou R$
66,2 bilhões. A expectativa é aplicar R$ 26,8 bilhões até o final do
ano.
Diminuição do valor mínimo
Além da redução de juros
e taxa especial, a Caixa, que tem participação de 66,9% no mercado
imobiliário, promoveu melhoria de condições no financiamento de imóveis
para pessoa física. O limite mínimo de financiamento no SBPE passou de
R$ 100 mil para R$ 80 mil. A medida busca atender o mercado de unidades
habitacionais nessas faixas e vale para imóveis novos e usados, dentro
do SFH e SFI.
O limite do SFH para
imóvel residencial é R$ 650 mil, para todo País, exceto para Rio de
Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde é de R$ 750
mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no
SFI.
Apoio à construção civil
Para o segmento Pessoa
Jurídica, a Caixa reduziu a taxa de juros em 1 p.p., em todas as faixas
de relacionamento. As taxas para Micro e Pequenas Empresas (MPE) cairão
de 14% para 13%, e para Médias e Grandes Empresas (MGE) de 13,5% para
12,5%.
O banco implantou também o sistema de taxa segregada por rating para o segmento corporativo, que visa beneficiar as empresas com alto índice de relacionamento com a Caixa.
Com a medida, a redução de juros, de acordo com o relacionamento, pode chegar até 1,5 p.p. Para empresas com rating A, a taxa deve variar de 12,5% para 11%. Para empresas com rating B e C, as taxas mínimas chegarão, respectivamente, a 11,5% e 12%.
Para imóveis enquadrados
no SFI, o banco modificou a remuneração do Correspondente Caixa Aqui
(exceto repasses), padronizando em 1% o valor do financiamento, com
limite de R$ 2 mil nas operações do FGTS e sem limite para o SBPE.
A Caixa ainda realizou
uma série de ajustes para empresas que pretendem financiar a construção
de empreendimentos pelo banco (Apoio à Produção) dentro do SBPE, como elevação do prazo do produto para até 36 meses; concessão de carência pós-obra de 12 meses; utilização da tabela Price nos contratos de produção e possibilidade de acréscimo de 25% sobre a obra a executar.
Fonte: Portal Brasil,
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